Reajuste de Planos de Saúde: entenda como funciona

Reajuste de Planos de Saúde: entenda como funciona

Não é novidade para ninguém que o Reajuste dos Planos de Saúde é sempre elevado. Muita gente inclusive tem dificuldade de se manter no plano, na medida que o tempo passa vai ficando muito difícil conseguir pagar.

Mas você sabe por que isso acontece? Por que o reajuste dos planos de saúde é tão superior à inflação?

Será que o reajuste do seu plano de saúde individual, por exemplo, é justo?

A boa notícia é que você deve ficar tranquilo! Afinal, neste artigos vamos esclarecer tudo sobre reajuste quando se fala em plano de saúde. Passando pelo seguinte roteiro:

  • O que influencia nos Preços e no Reajuste dos Planos de Saúde
  • Como se calcula o Reajuste de um Plano de Saúde
  • Reajuste nos Planos de Saúde Individuais
  • Reajuste nos Planos de Saúde Coletivos por Adesão
  • Reajuste nos Planos de Saúde Coletivos Empresariais
  • Reajuste por Faixa Etária
  • Como diminuir o Reajuste dos Planos de Saúde

 

O que influencia nos Preços e no Reajuste dos Planos de Saúde

Antes de chegar no reajuste, devemos entender a confecção do preço de um plano de saúde. Entender porque custa tão caro esse serviço.

Assim, apresentamos abaixo os itens que mais influenciam nos preços e reajuste dos planos de saúde:

Sinistralidade

Começando pelo principal e maior influenciador da estrutura de custos dos Planos de Saúde: a sinistralidade. Um sinistro é todo evento realizado através do plano, desde um exame simples de sangue, até a cirurgia mais complexa. Tudo que é feito através do Plano de Saúde tem um custo.

O conjunto de todos os custos, ou seja, a soma de todos os sinistros forma a sinistralidade

Seguindo um raciocínio lógico: quanto maior a sinistralidade, maiores os preços e reajustes.

 

Variação dos Custos Médicos-Hospitalares (VCMH)

VCMH é o dado que informa o quanto variou em um período de 12 meses os Custos Médico-Hospitalares.

Custos Médicos-Hospitalares pode ser conceituado como todas as despesas de um determinado grupo de plano de saúde em um determinado período. Esse dado mede o custo de um Plano de Saúde.

Por exemplo: temos um grupo de 1.000 pessoas e uma despesa de R$100.000 reais. Assim, temos um CMH de 100 reais por pessoa.

Consequentemente, a Variação dos Custos Médico-Hospitalares é calculada anualmente e pode ser tida como a inflação do setor de saúde.

Vale ressaltar que a inflação médica é maior do que a média das inflações. 

Então: todas as novas tecnologias e procedimentos médicos, como medicina robotizada, por exemplo, geram custos a mais, que elevam o VCMH e por consequência elevam os reajustes dos planos de saúde.

Cada operadora tem um VCMH.

Custos administrativos

Estes são os custos mais indiretos com o seu plano de saúde e estão relacionados à gestão por parte das operadoras. 

Ou seja: a Amil tem um custo de operação, porque é uma empresa como outra qualquer, tem funcionários, tem despesas de marketing, sistema, como uma outra empresa qualquer. E claro que essa estrutura de custos também impacta no preço do plano de saúde. 

No entanto, ressalto que este é o que menos influencia na conta final.

 

Podemos dizer que em Planos de Saúde, um contrato saudável para as operadoras é aquele que tem no máximo 70% de sinistralidade. Ou seja: a cada R$100,00 que você gasta com plano de saúde, você deve gerar no máximo R$70,00 de despesas médico-hospitalares.

De uma maneira geral, o principal item que influencia tanto no preço, quanto no reajuste de um plano de saúde é o uso do serviço. Se é caro, é porque também tem um custo caro.

 

Como se calcula o Reajuste de um Plano de Saúde

Para realizar o cálculo do Reajuste de um Plano de Saúde é necessário ponderar a sinistralidade com o VCMH. O cálculo é feito através da seguinte fórmula:

 

(0,8 x VCMH + 0,2 x IPCA ) X Sinistralidade / 70

 

Esse cálculo visa corrigir a sinistralidade e atualizar o preço com a inflação do setor.

Obs: o IPCA é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo.

 

Reajuste nos Planos de Saúde Individuais

Os Reajustes dos Planos de Saúde Individuais são determinados pela Agência Nacional de Saúde e acontecem em maio de cada ano.

Caso o Reajuste atrase, o beneficiário deve pagar o retroativo do reajuste em 3 parcelas.

 

Segue abaixo histórico recente nos planos de saúde individuais

Fonte: https://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/consumidor/5080-ans-limita-em-o-reajuste-de-planos-de-saude-individuais-ou-familiares

 

No ano de 2019 o reajuste foi de 7,35%. 

Confira o que escreveu Gelásio Souza, especialista em Planos de Saúde sobre o reajuste dos planos individuais no ano de 2019: ANS estabelece teto de 7,35% no valor de reajustes anuais de planos de saúde individuais ou familiar: saiba o que vai mudar

 

 

Reajuste nos Planos de Saúde Coletivos por Adesão

Antes de entrar no reajuste dos planos por adesão, gostaria de retomar o conceito deste plano de saúde.

Apesar de ser um plano para adesão de pessoas físicas, esta é uma modalidade de plano de saúde Coletiva, assim como os Planos Empresariais. 

Este plano é feito para grupos como dentistas ou professores, por exemplo.

Desta forma, o Reajuste dos Planos de Saúde é aplicado para a categoria, para o grupo. Por exemplo: se eu sou dentista e tenho um plano coletivo por adesão através da entidade de dentistas da Bahia. Terei um reajuste igual a todos os dentistas da Bahia com esse plano. Como se fossemos uma empresa.

O reajuste é calculado medindo a sinistralidade do grupo e negociado entre os responsáveis pelo contrato e operadora. Essa é a modalidade de plano de saúde com os reajustes mais agressivos. Vale a pena tomar cuidado.

Fique muito atento também à data de reajuste do grupo que você pode entrar!

Por exemplo: eu sou um advogado e vou fazer meu plano coletivo por adesão pela OAB, o grupo ao qual eu pertenço, achei um preço ótimo, e entrei em junho. Em maio foi aplicado um reajuste de 25% e ficou inviável para mim continuar com o plano.

Para que não aconteça nenhuma situação como a descrita acima é necessário ter muita atenção ao aniversário do contrato.

 

Reajuste nos Planos de Saúde Coletivos Empresariais

O Reajuste nos Planos de Saúde Empresariais são mais fáceis de entender.

Primeiro, são segmentados 2 grupos, contratos com 2 a 29 vidas (PMEs) e contratos acima de 30 vidas (VIP).

O reajuste feito para empresas com contrato de 2 a 29 vidas é feito da seguinte forma: a empresa soma as receitas e as despesas de toda a carteira, ou seja, todos os contratos desse tipo e aplica o cálculo de reajuste.

Já nas empresas com contratos com mais de 30 vidas, é feito o cálculo apenas com a sinistralidade e as contas da empresa, especificamente.

Vale ressaltar que o cálculo do reajuste é uma fórmula que embasa a conta, mas não necessariamente é o reajuste final aplicado. Existem uma série de negociações e na maioria das vezes o reajuste final é abaixo do calculado.

Graças à liberdade comercial, as pessoas podem migrar de Plano de Saúde caso estejam insatisfeitas com o reajuste. Esse é um fator importante, já que muitas operadoras não querem perder seus clientes e acabam aceitando reajustes mais brandos.

 

Reajuste por faixa etária

A maior parte dos planos de saúde tem o preço estabelecido de acordo com a faixa etária do beneficiário. Isso significa que quanto mais velho for a pessoa, mais caro será o seu plano de saúde.

A definição das faixas etárias foi estabelecida pela Agência Nacional de Saúde e são as seguintes:

  • 0 a 18 anos;
  • 19 a 23 anos;
  • 24 a 28 anos;
  • 29 a 33 anos;
  • 34 a 38 anos;
  • 39 a 43 anos;
  • 44 a 48 anos;
  • 49 a 53 anos;
  • 54 a 58 anos;
  • 59 anos ou mais.

Ou seja, se você possui 28 anos e está para fazer 29 anos, fique atento pois você provavelmente vai sofrer um reajuste de faixa etária. Isso vale também para quem está perto de comprar um Plano, deve-se analisar se a pessoa está próxima da alteração de faixa etária.

Também é importante ressaltar que o valor do plano para pessoas de 0 a 18 anos não pode ser maior do que o plano para idosos. Isso porque geraria um desequilíbrio muito grande e os idosos seriam muito prejudicados, já que teriam que pagar preços ainda mais elevados.

Como diminuir o Reajuste dos Planos de Saúde

Para ter um reajuste brando e agradável no preço do seu plano de saúde, é necessário que o seu contrato esteja em equilíbrio, entre receitas e despesas.

Em contratos grandes e em Planos de Saúde Individuais, por exemplo, é difícil mudar sozinho, mas todo mundo deve fazer a sua parte.

 

A dica é: uso consciente dos serviços de saúde. Usar o plano quando realmente precisar.

A Coparticipação, por exemplo, pode ser uma boa prática adotada para diminuir a sinistralidade e de quebra. Você ainda paga menos na mensalidade do seu plano.

Muitas empresas adotam a coparticipação como medida de negociação para diminuir o reajuste.

O cumprimento das Carências também, por mais que obrigatório é um regulador importante do mercado, que ajuda a equilibrar as contas. Isso porque com as carências as pessoas não ficam comprando Planos só quando querem utilizar, gerando despesas altas para as operadoras.

Ficou claro para você? 

Se você ainda possui dúvidas sobre esse assunto, então confira este vídeo rápido, onde falamos sobre o reajuste dos planos de saúde.

 

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